Linguagem, silêncio e exclusão: uma abordagem crítica do assédio simbólico na escola secundária
DOI:
https://doi.org/10.19137/praxiseducativa-2026-300223Resumo
O artigo apresenta uma abordagem crítica da violência simbólica na escola secundária, com base em uma pesquisa qualitativa situada, desenvolvida em coautoria entre uma mestranda em formação docente e seu orientador, durante o processo de práticas profissionais. Por meio do diário reflexivo e de entrevistas com docentes, foram identificadas formas cotidianas de exclusão que operam por meio da linguagem, do silêncio, do humor e das tecnologias digitais. O estudo revela que essas violências simbólicas são normalizadas e raramente problematizadas, tanto pelo alunado quanto pelo corpo docente, cujas intervenções costumam se concentrar no controle mais do que na reflexão. Argumenta-se que essas formas de violência estão ligadas a estruturas escolares modernas que hierarquizam saberes e silenciam subjetividades. A partir de uma perspectiva decolonial, feminista e pedagógica crítica, o artigo reivindica a escrita reflexiva como uma ferramenta de interrupção epistêmica e resistência simbólica. Conclui-se que é necessário reconfigurar a escola como um espaço de verdade situada, onde as vozes subalternas tenham lugar e o conhecimento encarnado seja legitimado. A pesquisa propõe incorporar o diário reflexivo como dispositivo pedagógico na formação docente, para permitir a narração daquilo que dói, incomoda ou permanece silenciado, avançando assim rumo a uma pedagogia da diferença e da restituição simbólica.
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