Espaços, demografia africana e doenças, Rio de Janeiro, 1810-1840: propostas digitais
DOI:
https://doi.org/10.19137/qs.v30i2.9727Palavras-chave:
escravidão africana, mortalidade, doenças , cartografiaResumo
Este artigo analisou os padrões de mortalidade da população africana escravizada no Rio de Janeiro, relacionando suas identidades, os tipos de doenças e as conexões com as ruas e a cartografia urbana da cidade do Rio de Janeiro. Com base em uma abordagem das Humanidades Digitais, foi realizado um exercício metodológico sobre os espaços e locais onde a população escravizada era vendida, bem como sobre os indicadores de doença e mortalidade. Em parte, este estudo dialoga com pesquisas anteriores sobre a escravidão urbana no Rio de Janeiro na primeira metade do século XIX, também baseadas em registros de sepultamento e fontes seriadas da Santa Casa de Misericórdia. Os resultados permitiram relacionar as taxas de mortalidade não apenas com as flutuações do tráfico transatlântico, mas também com a cartografia dos ambientes urbanos e com as identidades e doenças das diferentes gerações africanas.
Downloads
Referências
Albagli, S. (1996). Divulgação científica: informação científica para a cidadania? Ciência da Informação, 25(3), 396-404. https://brapci.inf.br/v/21252
Amantino, M. (2007). As condições físicas e de saúde dos escravizados fugitivos anunciados no Jornal do Commercio (RJ) em 1850. História, Ciências, Saúde–Manguinhos, 14(4), 1377-1399. https://doi.org/10.1590/S0104-59702007000400015
Barbosa, K. (2014). Escravidão e saúde nas fazendas cafeeiras do Vale do Paraíba fluminense, século XIX. Revista da ABPN, 6(14), 25-49. https://abpnrevista.org.br/site/article/view/128
Barbosa, K. (2016). Escravos, senhores e médicos nas fazendas de Cantagalo. In T. Salgado Pimenta & F. Gomes (Orgs.), Escravidão, doenças e práticas de cura no Brasil (pp. 90-113). Outras Letras. https://valedocafeturismo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Escravidao_doencas_e_praticas_de_cura.pdf
Barbosa, K. & Gomes, F. (2016). Doenças, mortes e escravidão africana: perspectivas historiográficas. In T. Salgado Pimenta; F. Gomes (Orgs.), Escravidão, doenças e práticas de cura no Brasil (pp. 273-305). Outras Letras.
Bezerra Neto, J. M. (2020). Imagens escravas nas visões senhoriais: uma leitura dos corpos escravizados através dos anúncios de fugas (século XIX). Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, 7(3), 85-107. https://ihgp.net.br/revistaojs/index.php/revihgp/article/view/87
Bueno, W. (2010). Comunicação científica e divulgação científica: aproximações e rupturas conceituais. Informação & Informação, 15(esp), 1-12. https://doi.org/10.5433/1981-8920.2010v15n1espp1
Chernoviz, P. (1890). Diccionario de medicina popular e das ciências acessórias para uso das famílias. A. Roger & F. Chernoviz. (Original publicado em 1842).
Edler, F. (2014). Ensino e profissão médica na Corte de Pedro II. Universidade Federal do ABC.
Eltis, D. (1984). Mortality and Voyage Length in the Middle Passage: New Evidence from the Nineteenth Century. The Journal of Economic History, 44(2), 301-308. https://doi.org/10.1017/S0022050700031909
Eltis, D. (1989). Fluctuations in Mortality in the Last Half Century of the Transatlantic Slave Trade. Social Science History, 13(3), 315-340. https://doi.org/10.2307/1171374
Ferreira, L. O. (1999). Os periódicos médicos e a invenção de uma agenda sanitária para o Brasil (1827-1843). História, Ciência e Saúde-Manguinhos, 6(2), 331-351. https://doi.org/10.1590/S0104-59701999000300006
Fett, S. (2002). Working cures: healing, health, and power on southern slave plantations. The University of North Carolina Press.
Florentino, M. (1994). Em Costas Negras. Tráfico de escravos no Rio de Janeiro, 1790-1830. Arquivo Nacional.
Florentino, M. (2014). Aspectos socio-demográficos da presença dos escravos moçambicanos no Rio de Janeiro, c.1790-c.1850. In A. Campos, A., J. Fragoso, M. Florentino & A. Sampaio (Orgs.), Nas rotas do império: eixos mercantis, tráfico e relações sociais no mundo português (pp. 177-224). Editora da Universidade Federal do Espírito Santo.
Fortes, A. & Alvim, L. (2020). Evidências, códigos e classificações: o ofício do historiador e o mundo digital. Esboços, histórias em contextos globais, 27(45), 207-227. https://doi.org/10.5007/2175-7976.2020.e68270
Hogarth, R. (2017). Medicalizing Blackness–making racial difference in the Atlantic World, 1780-1840. University of North Carolina Press.
Jesus, A. M. C. (2016, 27-29 de septiembre). O corpo escravo: suas condições físicas e de saúde nos anúncios de fuga do jornal A Matutina Meiapontense (1830-1833) [ponência]. Anais do Congresso Internacional de História, Goiás, Brasil.
Karasch, M. (2000). A vida dos escravos no Rio de Janeiro, 1808-1850. Companhia das Letras.
Klein, H. (1988). Recent trends in study of the Atlantic slave trade. História y Sociedad, (1), 123-142.
Klein, H. & Engerman, S. (1975). Shippings patterns and mortality in the African slave trade to Rio de Janeiro, 1825-1830. Cahiers d’Études Africaines, 59(XV-3), 381-398.
Klein, H., Engerman, S., Haines, R. & Shlomowitz, R. (2001). Transoceanic Mortality: The Slave Trade in Comparative Perspective. The William and Mary Quarterly, 58(1), 93-118. https://doi.org/10.2307/2674420
Lima, S. (2019). Cruz Jobim e as doenças da classe pobre: o corpo escravo e a produção do conhecimento médico na primeira metade do século XIX. Almanack, (22), 250-278. https://doi.org/10.1590/2236-463320192207
Marquese, R. (2012). Capitalismo & escravidão e a historiografia sobre a escravidão nas Américas. Estudos Avançados, 26(75), 341-354. https://revistas.usp.br/eav/article/view/39502
Marquese, R. (2013). As desventuras de um conceito: capitalismo histórico e a historiografia sobre a escravidão brasileira. Revista de História, (169), 223-253. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9141.v0i169p223-253
Mattos, D. (2023). Escravidão e saúde nos anúncios de escravos fugidos: os jornais da Desterro oitocentista (1850-1888). In T. Salgado Pimenta & F. Gomes (Orgs.), Cativeiros enfermos: assistência e saúde no Brasil escravista (pp. 203-231). Hucitec.
Miller, J. (1981). Mortality in the Atlantic Slave Trade: Statistical Evidence on Causality. Journal of Interdisciplinary History, 11(3), 385-423. https://doi.org/10.2307/203625
Oliveira, D. (2023). A construção do registro de óbito e auto de exame post mortem e a pertinência do contexto social: contribuições para os estudos sobre mortalidade. In T. Salgado Pimenta & F. Gomes (Orgs.), Cativeiros enfermos: assistência e saúde no Brasil escravista (pp. 173-202). Hucitec.
Pereira, J. (2007). À Flor da Terra: o cemitério dos pretos novos no Rio de Janeiro. Editora Garamond.
Reis, J. J. (1999). Slaves as Agents of History: a Note on the New Historiography of Slavery in Brazil. Ciência e Cultura, 51(5-6), 437-445.
Salgado Pimenta, T. (2011). La assistência sanitária en tempos de epidemia en Río de Janeiro en el siglo XIX. Dynamis, 31(1), 21-39. https://raco.cat/index.php/Dynamis/article/view/248577
Salgado Pimenta, T. (2019). Médicos e cirurgiões nas primeiras décadas do século XIX no Brasil. Almanack, (22), 88-119. https://doi.org/10.1590/2236-463320192204
Salgado Pimenta, T., Gomes, F., & Kodama, K. (2018). Das enfermidades cativas: para uma história da saúde e das doenças do Brasil escravista. In L. Teixeira, T. Salgado Pimenta & G. Hochman (Orgs.), História da saúde no Brasil (pp. 67-100). Hucitec Editora.
Sampaio, G. (2019). Decrépitos, anêmicos, tuberculosos: africanos na Santa Casa de Misericórdia da Bahia (1867-1872). Almanack, (22), 207-249. https://doi.org/10.1590/2236-463320192206
Santos, B. (2022). Corpos negros femininos e infantis em produções científicas publicadas na Gazeta Médica da Bahia. Revista Brasileira de História da Ciência, 15(2), 268-278. https://doi.org/10.53727/rbhc.v15i2.740
Silva Junior, C. & Reis, J. (Orgs.) (2016). Atlântico de dor: faces do tráfico de escravos. Fino Traço.
Slenes, R. W. (1992). 'Malungu, Ngoma vem!': África coberta e descoberta no Brasil. Revista USP, (12), 48–67. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.v0i12p48-67
Viana, I. (2016). Doenças de escravizados em Vassouras, 1840-1880: principais causas mortis e suas implicações. In T. Salgado Pimenta & F. Gomes (Orgs.), Escravidão, doenças e práticas de cura no Brasil (pp. 130-149). Outras Letras.
Viana, I. (2018). Corpo escravizado e discurso médico: para além da anatomia (1830-1850). Revista de História Comparada, 12(1), 172-202.
Viana, I. & Gomes, F. (2019). Do “mercado imperfeito”: sobre corpos, africanos e médicos no Rio de Janeiro oitocentista. Revista Maracanan, (21), 71-96. https://doi.org/10.12957/revmar.2019.40196
Viana, I., Gomes, F., & Salgado Pimenta, T. (2020). Doenças do trabalho: africanos, enfermidades e médicos nas plantations, sudeste escravista (aproximações). Mundos do Trabalho, 12, 1-16. https://doi.org/10.5007/1984-9222.2020.e75202
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Quinto Sol

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Al momento de enviar sus contribuciones, los colaboradores deberán declarar que poseen el permiso del archivo o repositorio donde se obtuvieron los documentos que se anexan al trabajo, cualquiera sea su formato (manuscritos inéditos, imágenes, archivos audiovisuales, etc.), permiso que los autoriza a publicarlos y reproducirlos, liberando a la revista y sus editores de toda responsabilidad o reclamo de terceros.
Asimismo, los autores deben adherir a la licencia Creative Commons denominada “Atribución - No Comercial CC BY-NC-SA”, mediante la cual el autor permite copiar, reproducir, distribuir, comunicar públicamente la obra y generar obras derivadas, siempre y cuando se cite y reconozca al autor original. No se permite, sin embargo, utilizar la obra con fines comerciales. Los autores podrán establecer acuerdos adicionales para la distribución no exclusiva de la versión de la obra publicada en la revista (por ejemplo, situarlo en un repositorio institucional o publicarlo en un libro), con el reconocimiento de haber sido publicado primero en esta revista.
La publicación de contenidos en esta revista no implica regalía ni cargo alguno para los/as contribuyentes.
Quinto Sol adhiere adhiere a DORA (Declaration on Research Assessment) firmada en San Francisco, California, el 16 de diciembre de 2012, y a la Declaración de México (Declaración Conjunta LATINDEX - REDALYC - CLACSO - IBICT).
4.png)
2.png)












_(2).png)


2.jpg)



1.jpg)




