Da solidão ao maior silêncio. O continente branco em Libro del Frío, de Juan Pablo Riveros
DOI:
https://doi.org/10.19137/anclajes-2026-30311Palavras-chave:
Antártica, Viagem, Poesia, Fotografia, Juan Pablo RiverosResumo
Libro del Frío (2000), de Juan Pablo Riveros, estabelece uma relação entre a poesia e a imagem fotográfica para representar a jornada humana pela geografia do continente antártico. A voz poética atua como um pseudocronista, resgatando e reconstruindo o diário do Almirante Richard E. Byrd, Alone (1938). Os versos recriam cenários e eventos únicos, enquanto as imagens fotográficas funcinam como um veículo de registro dessas experiências. A obra apresenta alguns momentos dramáticos da estadia do aviador americano na Antártica, entrelaçados com as experiências de outros viajantes, em um exercício de sobrev vência. Concebida como um livro de artista, a obra constrói uma trajetória que avança da escuridão da Península Ibérica à brancura da neve, para enfantizar a natureza introspectiva do eu poético. Essa construção confere ao volume um ar sincopado que evoca a viagem, a resiliência humana e a conexão cósmica da humanidade com seu ambiente.
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