“Si fuera un animal, sé que sería um galgo”: devir-animal em Belén Aguilera
DOI:
https://doi.org/10.19137/anclajes-2026-3039Palavras-chave:
Música pop, Identidade, Gênero, Belén Aguilera, Estudos culturaisResumo
As interseções entre a música pop contemporânea e os estudos sobre a fronteira entre humanos e animais são examinadas a partir da obra artística da artista espanhola Belén Aguilera, com o objetivo principal de analisar com a (hum)animalidade opera na sua produção artística. Embora se parta do pressuposto da natureza pluritextual da canção pop, por uma questão de delimitação metodológica, este trabalho centra a sua análise na dimensão lírica e narrativa de quatro canções: “GALGO”, “LICÁNTROPO”, “CAMALEÓN” e “camuflo”, bem como no diálogo direto estabelecido entre as canções e o imaginário visual das suas capas como singles —quando houver. O marco teórico baseia-se no pós-humanismo, nos estudos da fronteira humano-animal e, principalmente, na noção de devir-animal de Deleuze e Guattari. O uso de figuras animais em Aguilera transcende a metáfora, articulando-se mais como uma estratégia de desidentificação e modulação afetiva. A análise evidencia, em última instância, a validade da música pop como espaço legítimo para articular discursos críticos e complexos sobre gênero e subjetividade.
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