showing how contemporary fiction challenges the regimes of representation of Indigenous women in the national imaginary.
DOI:
https://doi.org/10.19137/anclajes-2026-30312Palavras-chave:
Marisol Martín del Campo, Malinche, Literatura pós-colonial, Crítica literária, Século XXResumo
O romance Amor y conquista (1999), de Marisol Martín del Campo, reescreve a figura da Malinche a partir de uma perspectiva indígena e de gênero. Por meio de uma narrativa coral e de uma linguagem estilizada que remete a estruturas discursivas originárias, o romance dá voz aos vencidos e reconstrói criticamente a figura de Malinalli. Longe de ser uma traidora, ela é apresentada como uma mulher consiente, mediadora cultural e símbolo da mestiçagem. O estudo analisa essa reescrita em diálogo com os discursos que fixaram históricamente a imagem da Malinche, para mostrar como a ficção contemporânea problematiza os regimes de representação da mulher indígena no imaginário nacional.
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